Famílias Arco-íris?

quem são as famílias arco-íris? Testemunhos e realidades.

o saber não ocupa lugar

estudos sobre parentalidades, nova investigação científica, posições oficiais de ordens profissionais, etc

Recursos

Dicas, ideias e conselhos para mães & pais, para aspirantes a mães & pais, e para outr@s educador@s

notícias

Novidades sobre a vida de famílias arco-íris, em Portugal e no mundo.

agenda

Atividades e encontros, dentro e fora de Portugal

Home » notícias

Um duplo exercício de cobardia política

Submitted by on Saturday, 18 January 2014No Comment

editorial publico18janFugir a uma decisão e impor outra pela força não fica bem a um partido que tanto fala em liberdade.

Dizem, agora, que o PSD se arrependeu de ter deixado passar no Parlamento em Maio de 2013, com a ausência de muitos dos seus deputados, uma proposta de lei do PS sobre a co-adopção por casais homossexuais. Se isso é verdade, e já que a proposta de lei passou à discussão na especialidade de forma lícita e sem quaisquer golpes, devia ter mobilizado os deputados, em particular os faltosos, para que ela fosse derrotada na votação final. Ora, em lugar de assumir claramente uma posição, argumentando publicamente em seu favor, resolveu empurrar a escolha para um referendo popular.

Que, naturalmente, foi recebido com indignação pelos restantes partidos, fosse por razões éticas ou até de esbanjamento inútil de dinheiros públicos (como argumentou o CDS) sem justificação plausível. Não contente com este exercício de cobardia política, a que nos podia ter poupado, o PSD juntou-lhe outro: a imposição da disciplina de voto, claro sinal de desconfiança nos seus próprios militantes e deputados.
Viu aprovado o referendo, como sabemos, mas não sai bem visto da contenda. Até porque, no referendo proposto, junta duas coisas que não deviam estar juntas, por razões óbvias: a co-adopção (discutida na especialidade nos últimos meses, com proposta de lei própria) e a adopção por casais homossexuais, que já foi derrotada duas vezes no Parlamento e não tem nenhuma proposta de lei na mesa.

O truque é baixo, mas é óbvio: quem condena uma, condenará automaticamente as duas. O PSD livra-se de “culpas” e deixa-as para o “povo”. Não se assume frontalmente contra nem deixa que outros, entre pares, se assumam (como sabemos que se assumem) a favor. À liberdade de decidir numa matéria que cabe claramente ao Parlamento (o que implica poder dizer “não” mas também “sim”), prefere uma escolha alheia que politicamente o iliba.

Não é exemplo que se recomende, nem para o partido nem para Portugal.

in Público, 18 janeiro 2014

Partilha as tuas impressões!

Escreve o teu comentário. Podes fazer trackback do teu site ou subscrever atualizações dos comentários subscribe to these comments via RSS.

Partilha todas as boas ideias. E enterra as outras :)

Podes usar as seguintes tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Este blog aceita Gravatar. Arranja um aqui!.