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JSD alvo de críticas internas por ter proposto o referendo à co-adopção

Submitted by on Monday, 20 January 2014No Comment
13901708412498Uma “vergonha”, “lastimável”, “golpada”, “tiro no pé”: o PSD tarda a digerir a consulta popular aprovada na sexta

A proposta da JSD de fazer um referendo à co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo está a deixar a organização debaixo de um coro de críticas – muitas vindas de dentro da própria jota, com actuais e antigos dirigentes a criticarem duramente a iniciativa parlamentar dos deputados da JSD.

“Vergonha” e “estupefacção” têm sido algumas das palavras dirigidas à JSD desde sexta-feira. E não só por pessoas externas à organização. Carlos Reis dos Santos, antigo vice-presidente da JSD, abriu as hostilidades ao publicar uma carta aberta no “Público” onde evidencia o seu desagrado pelo papel da JSD no referendo. “É com estupefacção que vejo a actual JSD tornar-se numa coisa que nunca foi – uma organização conservadora, reaccionária e atávica” escreveu.

Mafalda Cambeta, actual líder da JSD da Concelhia de Lisboa, escreveu no Facebook que tem sido contactada “por dezenas de militantes, e não militantes”. “Muitos (os militantes) têm-me dito que têm vergonha de ser da JSD”, escreve a dirigente da Jota. Que acrescenta que a decisão sobre o referendo não foi discutida no seio da organização: “Ao contrário do que alguns (que assim se tornam) pseudo-representantes da JSD vêm afirmando publicamente, em momento algum a JSD discutiu esta matéria no último ano”. A líder da JSD de Lisboa não quis prestar quaisquer declarações adicionais ao i.

Para Daniel Fangueiro, líder da JSD entre Março de 2005 a Abril de 2007, “não faz sentido referendar direitos fundamentais”, ao que acresce que o “referendo surge numa altura muito imprópria”. A questão foi tratada de “forma completamente amadora e inusitada”, “é um tiro no pé”!, disse ao i o antigo líder da juventude social-democrata.

Mas as críticas não se limitam ao interior da jota. Marcelo Rebelo de Sousa afirmou ontem que “quando se pega em questões de consciência e se utiliza como manobra política, sai sempre mal”, não acreditando que o referendo seja aprovado pelo Tribunal Constitucional. No seu espaço de comentário semanal na SIC, Marques Mendes, antigo líder do PSD, disse que a atitude do PSD foi “lastimável” e que o referendo em si “foi uma golpada”.

PROPOSTA MADE IN JSD Ao i, Hugo Soares, presidente da JSD repudia estas críticas, afirmando que houve consenso quer por parte da Comissão Política Nacional, para avançar com esta proposta na Assembleia da República, como a matéria foi discutida nos últimos dois conselhos nacionais da JSD. Quanto à possibilidade de ter sido Passos Coelho a delegar na jota a proposta do referendo para travar o projecto-lei que previa a co-adopção, Hugo Soares reafirmou que não falou com o líder do PSD antes de entregar o projecto de referendo e que “nunca colocaria em causa a autonomia da JSD”. ” Quem escolheu este referendo foi a JSD, foi também o que aconteceu há anos atrás com a IVG. A nossa posição é muito pouco conservadora, queremos alargar o debate a toda a sociedade, até porque a JSD não é contra a co-adopção e ainda não tem posição nesta matéria” aponta Soares.

Uma posição partilhada por Pedro Rodrigues, presidente da JSD entre Abril de 2007 e Novembro de 2010. “Rejeito a ideia de que este não é um assunto que preocupe os portugueses por causa da crise, mesmo com a crise não quer dizer que não se discuta o nosso modelo de sociedade. A JSD tem sido uma estrutura de vanguarda social, à frente do próprio partido” sublinha Rodrigues, rejeitando qualquer influencia de Pedro Passos Coelho na tomada de decisão da JSD em apresentar esse referendo. 

in IONLINE, 20 janeiro 2014, por Catarina Falcão com Susete Francisco

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