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i: ILGA diz que chumbo de leis de adopção no parlamento foi “vitória anunciada”

Submitted by on Friday, 23 January 2015No Comment

vergonhanojo (1)A associação ILGA considerou hoje que o chumbo pela maioria parlamentar que sustenta o Governo dos projetos sobre adoção por casais homossexuais foi “uma vitória anunciada” e que em breve “a situação será resolvida”.

Apesar de os deputados do PSD e do CDS/PP terem chumbado hoje na generalidade os projetos do Bloco de Esquerda, PS e os Verdes para estender aos casais de homossexuais a possibilidade de adoção de crianças, a associação está otimista e diz que o momento da votação foi um momento de “embaraço” para os partidos da maioria.

Em declarações à Agência Lusa o porta-voz da ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), Paulo Côrte-Real, disse que já esperava a votação mas mostrou-se otimista porque “houve mudanças substanciais”.

“O que se esperava desta maioria era obviamente a falta de atenção em relação à questão da discriminação” mas houve “mudanças substanciais, nomeadamente no que diz respeito quer à apresentação de um projeto pelo PS quer no que diz respeito à posição do PCP, que passou a endossar os vários projetos”, disse, acrescentando: “Não temos dúvidas de que a igualdade vem aí em breve e vem para ficar”.

Para Paulo Côrte-Real as posições estão agora clarificadas, havendo “um conjunto alargado de partidos com posições inequívocas” na rejeição da discriminação e partidos como o PSD e o CDS/PP que “acham que não é preciso apresentar argumentos para manter uma discriminação na lei e fazer incindir sobre as famílias e crianças institucionalizadas essa discriminação”.

Todo o processo que levou à votação parlamentar de hoje não deixou dúvidas de que “neste momento não há desculpas e é evidente de que a curto prazo terá de haver o fim da discriminação, que é uma vergonha “ e que existe desde 2001, quando foi aprovada a lei das uniões de facto, disse.

Para Paulo Côrte-Real a rejeição dos projetos foi até “um momento de embaraço para PSD e CDS/PP”, que “já compreenderam que não existem argumentos que possam justificar” a manutenção da situação e que têm consciência do impacto que estão a ter em muitas famílias.

in i online, 22 de janeiro de 2015

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