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Canadá – Adoção por parte de lésbicas e de gays é a nova regra

Submitted by on Wednesday, 13 February 2013No Comment

“Eu gostaria de ter uma mãe, mas não queria perder os meus pais “, diz Frida, uma  alegre menina canadiana de seis anos de idade, que desconhece a controvérsia sobre direitos das famílias arco-íris.

Na Grã-Bretanha e em França, o debate sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido acalorado. Mesmo em Portugal, está por dar o passo para a parentalidade responsável. Mas no Canadá a situação de Frida não é nada incomum.

Um casal gay na faixa dos 40 adotou Frida quando ela apenas um bebé. Alegre e vivaz, ela enche de barulho e alegria a casa onde vive em Montreal com os pais Laurent Demers e Steven LeBlanc.

Gays e lésbicas canadian@s podem casar-se desde junho de 2005, quando uma série de decisões judiciais forçou o estado de Ottawa a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, baseando a decisão no facto de que negar casais de lésbicas e de gays o direito de casar era discriminatório.

No Quebeque, província canadiana de influência francesa, o acesso à candidatura à adoção é permitido a todos os casais desde 2002.

“Nós fomos o 16º casal casal LGBT a adotar uma criança no Quebeque, e o primeiro a quem foi confiado uma menina”, conta, orgulhoso, LeBlanc. Frida chegou a casa quando tinha apenas dois meses de idade, em dezembro de 2006.

Dois anos depois, já tem um irmão bebé , Jules, adotado com apenas quatro dias de vida. Ambas as adoções foram finalizadas num curto espaço de tempo, em parte porque o casal não tinha exigências particulares com as crianças.

“Os pais adotivos muitas vezes querem ‘bebés cor-de-rosa”, recém-nascidos e saudáveis. É narcisista”, diz Michel Carignan que, como chefe dos serviços de adoção em Montreal de 2002 a 2009 supervisionou as primeiras adoções por casais gays e de lésbicas.

“Os casais homossexuais de uma forma geral estavam abertos a receber crianças de outras etnias,  mais velhas ou com necessidades especiais devido a problemas psicológicos ou de saúde”, explicou.

“Por isso, as suas candidaturas avançaram mais rapidamente”, acrescentou, afirmando estar ciente de não existir nenhuma evidência de que ser criada por um casal LGBT tenha qualquer efeito adverso sobre a criança.

Hoje, um em cada três casais que procuram adotar em Montreal são gays ou lésbicas, disse Louise Dumais, que sucedeu a Carignan como responsável pela adoção em Montreal.

A maioria dos casais LGBT que adota são gays, já que casais de lésbicas tendem a recorrer às técnicas de inseminação artificial para começar uma família, explica  Mona Greenbaum, diretora da Associação de Famílias LGBT local, que representa aproximadamente 1.300 famílias.

As adoções internacionais são mais dificeis. São poucos os países que permitem que as crianças sejam colocadas com casais LGBT estrangeiros, diz Greenbaum, que é mãe de dois meninos graças à inseminação numa clínica EUA.

Alguns casais recorrem à gestação de substituição, que apesar de proibida no Quebec,  não o é na vizinha Ontário, mas essa opção é cara e juridicamente mais complexa.

E nem sempre é fácil cumprir a vocação parental, mesmo para os casais de lésbicas. Stephanie Recordon e Florença Lagouarde chegaram a Quebec em 2003, com o objetivo de terem filhos. Depois de três anos de tentativas com técnicas de inseminação artificial decidiram recorrer à fertilização in vitro. Um dos ovos de Recordon foi implantado no útero de Lagouarde. E em 10 de fevereiro de 2011, tiveram um resultado positivo num teste de gravidez.

Markus nasceu nove meses depois. As suas mães estão agora ansiosas para tentar novamente  um segundo filho, usando o mesmo método.

Cada casal de gays ou lésbicas entrevistado pela AFP descreve as suas próprias aventuras únicas na parentalidade. Mas todos têm uma coisa em comum: nos hospitais, creches, escolas ou outros lugares e situações as suas famílias foram tratados com o respeito que merece qualquer família.

Anna é menina de olhos azuis e loira de cabelos,com duas mães, Charlotte Semblat e Genevieve Guindon, ambas professoras. Na creche, as outras crianças aceitam-na normalmente, embora às vezes tenham ciúmes já que Anna tem  “uma mãe e uma mãmã.”

O que dizer quando Anna perguntar por que ela não tem pai? “Esta é a nossa família!”  afirma, antes de voltar a sua atenção para dois brinquedo esquilos. “Um casal heterossexual”, diz Semblat, referindo-se aos animais.

Adaptado do artigo AFP/Huffington Post, 12 fevereiro 2013

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