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Brinquedos “para meninas” e “para meninos”?!

Submitted by on Wednesday, 12 December 2012No Comment

É ainda muito difícil evitar situações de reforço da rigidez das identidades de género: numa loja de brinquedos logo nos lançam a questão “é para menino ou para menina?” até numa loja de chapéus (as cabeças não são todas iguais?) também esta questão surge à partida.

Na altura do Natal, tudo se intensifica. Repetem-se os catálogos com zonas de prendas “para meninas” e outras tantas páginas à frente, as ideias “para meninos”. Na publicidade nos jornais, revistas e televisão a cena repete-se. E  nos corredores das lojas as “fronteiras” demarcam-se por corredores bem divididos: uns para meninos, outros para meninas.

É claro que esta divisão significa basicamente para raparigas: coisas cor-de-rosa, bonecas, brinquedos de imitação de tarefas domésticas e jogos básicos. E para rapazes: cores escuras, carros, bolas, brinquedos de luta e jogos de construção.

É também claro que mesmo uma família que faça um esforço por educar uma criança fora deste rigidez acaba por ouvir a criança dizer “isso é de menina” ou “os meninos não gostam de bonecas”.

É evidente que para estas ideias contribui, e muito, a socialização nas creches, no pré-escolar e nas escolas, por muito cuidados@s que sejam @s educadoras/es; mas o constante e generalizado bombardeamento da divisão azul/rosa acaba por nos constrangir a tod@s – e, claro, muito mais facilmente em crianças.

Em Portugal, ainda não deparámos com nenhuma boa prática, ou seja, com nenhuma empresa de venda de brinquedos que se esforce ativamente por evitar esta lógica. Mas os exemplos vão-se repetindo por vários outros países, e esperemos que não demore muito a vermos fotografias de rapazes a brincar com um boneco e de raparigas a construir puzzles complexos.

França: o caso dos “Magazins U” (artigo Le Figaro, em francês)

Harrods e Hamley, dois exemplos no Reino Unido (ler artigo do Dezanove)

Uma ideia para esta época: não condicionem @s voss@s filh@s. Os brinquedos devem puxar por todas as suas potencialidades da criança, independentemente do género. E não estigmatizem ou “oprimam” – ou não deixem que o tentem fazer – as crianças que querem um brinquedo…inesperado!

Chega a ser um alivio visual olhar para as páginas do catálogo dos “magazins U”!

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