Adoção por casais do mesmo sexo: PS recusa-se a defender o superior interesse das crianças
O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, anunciou que @s deputad@s do PS terão liberdade de voto perante os projetos a favor da adoção do BE e dos Verdes que serão votados amanhã. E acrescentou que “os socialistas, formalmente, não patrocinarão iniciativas sobre essa matéria”.
O líder da bancada socialista re-utilizou o argumento que a adoção de crianças por casais do mesmo sexo não faz parte do programa eleitoral do PS, razão pela qual haverá liberdade de voto dentro da bancada socialista; haverá, portanto, liberdade para @s deputad@s poderem escolher manter os seus preconceitos e assumir a irrelevância que dão às vidas de crianças e famílias.
«Sendo um tema de consciência, que não consta do programa do PS, cada deputado do PS votará de forma livre e em consciência os dois projetos de lei», referiu o presidente da bancada socialista.
Carlos Zorrinho já tinha brindado o país com algumas das suas ideias brilhantes, como a crença pessoal de que “uma criança deve crescer com mãe e pai”. Não é pois muito difícil adivinhar qual o sentido de voto deste deputado em concreto.
Mas o Grupo Parlamentar está longe de ser unânime no que toca à leviandade de tratar da vida das pessoas – de famílias, de crianças – com base em preconceitos infundados e crenças pessoais.
Dentro do Grupo Parlamentar do PS, a deputada independente Isabel Moreira e o líder da JS, Pedro Delgado Alves, pretendem apresentar um projeto que permita a co-adoção, ou seja, estender a parentalidade ao elemento do casal que não tem vínculo legal ao seu filho ou à sua filha.
No passado dia 20 de janeiro, o Parlamento chumbou o alargamento das técnicas de PMA a casais de lésbicas. Nesse dia, a maioria do grupo parlamentar socialista votou favoravelmente o projeto que permitiria que mulheres solteiras e casais de mulheres pudessem aceder às técnicas de PMA. Mais, apenas um quarto do grupo parlamentar foi contrário ao fim desta exclusão (incluindo Zorrinho, naturalmente).
Tornou-se evidente que a atual Direção do Partido Socialista subestimou a importância da igualdade para o seu grupo parlamentar, ao não ter apoiado este projeto. E amanhã, como será?

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